Português para concurso - Concordância com os verbos haver, fazer e ser
O verbo haver indicando existência
Usado com o sentido de existir, o verbo haver nunca deve ser usado no plural. Também quando é sinônimo de acontecer ou ocorrer, o verbo haver não sai do singular. Nesses casos, o verbo haver é impessoal, ou seja, não tem sujeito. Muitas pessoas ficam confusas quando empregam o verbo haver, talvez por causa do que ocorre com os sinônimos (existir, ocorrer, acontecer), que sempre concordam com o sujeito. Observe:
Existem/Há muitas pessoas na sala
Existiam/Havia muitas pessoas na sala
Ocorrem/Acontecem/Há muitos acidentes naquela rodovia
Ocorriam/Aconteciam/Havia muitos acidentes naquela rodovia
Ocorreram/Aconteceram/Houve muitos acidentes naquela rodovia
Portanto faça sempre a concordância com os verbos existir, acontecer e ocorrer, mas deixe o verbo haver no singular quando empregado como sinônimo de algum dos três verbos citados. Isso também vale para os verbos que atuarem como auxiliares do verbo haver, sempre quando este for empregado como sinônimo de existir, ocorrer ou acontecer:
Deve haver/Devem existir muitas pessoas na sala.
Em junho, vai haver/vão ocorrer muitas festas naquela cidade.
Pode haver/Podem ocorrer fortes pancadas de chuva à tarde.
Verbos haver e fazer indicando tempo
O verbo haver fica no singular quando indica idéia de tempo decorrido:
Há anos não o vejo.
Havia meses que não o visitava.
Apostila completa de português para concursos. Conteúdo completo com questões.
domingo, 28 de agosto de 2011
Tudo sobre o pronome TODO -
O pronome "todo"
Algumas particularidades referentes à ortografia de certas expressões estão relacionadas ao sentido semântico por elas representado. Às vezes, a presença de um determinado elemento morfológico, como é o caso do artigo, muda sua relação de significância.
Tal ocorrência condiciona-se a uma infinidade de regras postuladas pela gramática, que, mesmo sendo complexas, requer certa habilidade por parte do emissor em apreendê-las, e, consequentemente, torná-las práticas, sempre que conveniente.
Assim sendo, enfatizaremos sobre o caso do pronome “todo”, uma vez que, dependendo do contexto, o mesmo pode ou não ser precedido do artigo definido (o, a). Como demonstram os exemplos em evidência:
O estudante lia toda obra de autoajuda.
O estudante leu toda a obra de Paulo Coelho.
Ao analisá-los, podemos chegar à seguinte conclusão: Na primeira oração, na qual o pronome se isenta do artigo, a relação de significância se refere a um sentido generalizado, ou seja, o estudante sentia necessidade de ler qualquer obra que fosse de autoajuda.
Já na segunda, o sentido já denota “completude”, isto é, o estudante leu toda a criação artística referente ao escritor Paulo Coelho.
Fato semelhante ocorre neste outro exemplo:
Todo mundo contava com sua participação no evento.
O contexto revela-nos que se trata das pessoas em geral, constituintes de um grupo específico.
A violência está espalhada por todo o mundo.
Aqui nos revela que o problema assola o mundo inteiro.
Partindo-se de tais referenciais, a distinção é clara. Entretanto, devemos nos ater a certas particularidades. Entre elas podemos destacar:
- O pronome todo, quando no plural, será usado sem o artigo quando seu antecedente for um numeral.
Todos dez alunos participaram das Olimpíadas de matemática.
- Quando o numeral estiver seguido de um substantivo, é obrigatório o uso do artigo.
Todas as duas garotas foram vencedoras do concurso.
Todas as duas garotas foram vencedoras do concurso.
- Quando o pronome todo significar “completamente”, funcionando, portanto, como advérbio de modo, ele será flexionado de acordo com o sujeito antecedente:
O chão estava todo molhado.
Os garotos pareciam todos felizes.
Algumas particularidades referentes à ortografia de certas expressões estão relacionadas ao sentido semântico por elas representado. Às vezes, a presença de um determinado elemento morfológico, como é o caso do artigo, muda sua relação de significância.
Tal ocorrência condiciona-se a uma infinidade de regras postuladas pela gramática, que, mesmo sendo complexas, requer certa habilidade por parte do emissor em apreendê-las, e, consequentemente, torná-las práticas, sempre que conveniente.
Assim sendo, enfatizaremos sobre o caso do pronome “todo”, uma vez que, dependendo do contexto, o mesmo pode ou não ser precedido do artigo definido (o, a). Como demonstram os exemplos em evidência:
O estudante lia toda obra de autoajuda.
O estudante leu toda a obra de Paulo Coelho.
Ao analisá-los, podemos chegar à seguinte conclusão: Na primeira oração, na qual o pronome se isenta do artigo, a relação de significância se refere a um sentido generalizado, ou seja, o estudante sentia necessidade de ler qualquer obra que fosse de autoajuda.
Já na segunda, o sentido já denota “completude”, isto é, o estudante leu toda a criação artística referente ao escritor Paulo Coelho.
Fato semelhante ocorre neste outro exemplo:
Todo mundo contava com sua participação no evento.
O contexto revela-nos que se trata das pessoas em geral, constituintes de um grupo específico.
A violência está espalhada por todo o mundo.
Aqui nos revela que o problema assola o mundo inteiro.
Partindo-se de tais referenciais, a distinção é clara. Entretanto, devemos nos ater a certas particularidades. Entre elas podemos destacar:
- O pronome todo, quando no plural, será usado sem o artigo quando seu antecedente for um numeral.
Todos dez alunos participaram das Olimpíadas de matemática.
- Quando o numeral estiver seguido de um substantivo, é obrigatório o uso do artigo.
Todas as duas garotas foram vencedoras do concurso.
Todas as duas garotas foram vencedoras do concurso.
- Quando o pronome todo significar “completamente”, funcionando, portanto, como advérbio de modo, ele será flexionado de acordo com o sujeito antecedente:
O chão estava todo molhado.
Os garotos pareciam todos felizes.
Os casos de sujeito simples de Concordância verbal
Concordância verbal
A concordância verbal é uma das particularidades pertinentes à gramática passível de questionamentos, em função de determinadas regras específicas.
Tal ocorrência é muito requisitada não só no ambiente escolar, como também na maioria dos concursos e provas de vestibulares.
Em função disto, torna-se necessário aprimorarmos nossa competência linguística a fim de que possamos colocá-la em prática sempre que necessário.
Sendo assim, analisaremos alguns casos em que a ocorrência se dá com o sujeito simples, atentando-nos para os mesmos:
- Expressões partitivas – Quando o sujeito forma-se por uma expressão partitiva (parte de, metade de, a maioria de, a maior parte de, grande parte de), seguida de um substantivo ou pronome no plural, o verbo pode ficar no singular ou pode ser flexionado.
A maioria dos alunos obteve/obtiveram boa nota.
- Quantidade aproximada – Quando o sujeito se caracteriza por expressões que indicam quantidade aproximada (cerca de, mais de, menos de) seguidas de numeral e substantivo, o verbo concorda com o substantivo.
Cerca de mil candidatos fizeram a prova do Enem.
Mais de um atleta participou da competição.
- Nomes próprios – Quando se trata dos mesmos, a concordância deverá ocorrer levando em consideração a ausência ou a presença do artigo. Sem ele, o verbo permanece no singular; com ele, fica no plural.
Goiás é um estado acolhedor.
Os Estados Unidos ainda determinam o fluxo da economia mundial.
- Pronome interrogativo ou indefinido plural – Quando o sujeito compuser-se de um pronome interrogativo ou indefinido plural (quais, quantos, alguns, quaisquer), seguido de “nós” ou de “vós”, o verbo pode concordar com o primeiro pronome ou com o pronome pessoal.
Vários de nós reivindicaram/reivindicamos nossos direitos.
- Pronome relativo que – a concordância em número e pessoa é feita com o antecedente do pronome.
Fui eu que trouxe o presente.
Fomos nós que fizemos a oferta.
Com a expressão “um dos que” – Quando o sujeito se caracterizar pela mesma, o verbo permanece no plural.
Carlos foi um dos alunos que mais se destacaram durante o ano.
- Pronome relativo quem – Pode-se utilizar o verbo na terceira pessoa do singular ou o mesmo poderá concordar com o antecedente do pronome.
Fui eu quem realizou a pesquisa.
Fomos nós quem organizamos o evento.
A concordância verbal é uma das particularidades pertinentes à gramática passível de questionamentos, em função de determinadas regras específicas.
Tal ocorrência é muito requisitada não só no ambiente escolar, como também na maioria dos concursos e provas de vestibulares.
Em função disto, torna-se necessário aprimorarmos nossa competência linguística a fim de que possamos colocá-la em prática sempre que necessário.
Sendo assim, analisaremos alguns casos em que a ocorrência se dá com o sujeito simples, atentando-nos para os mesmos:
- Expressões partitivas – Quando o sujeito forma-se por uma expressão partitiva (parte de, metade de, a maioria de, a maior parte de, grande parte de), seguida de um substantivo ou pronome no plural, o verbo pode ficar no singular ou pode ser flexionado.
A maioria dos alunos obteve/obtiveram boa nota.
- Quantidade aproximada – Quando o sujeito se caracteriza por expressões que indicam quantidade aproximada (cerca de, mais de, menos de) seguidas de numeral e substantivo, o verbo concorda com o substantivo.
Cerca de mil candidatos fizeram a prova do Enem.
Mais de um atleta participou da competição.
- Nomes próprios – Quando se trata dos mesmos, a concordância deverá ocorrer levando em consideração a ausência ou a presença do artigo. Sem ele, o verbo permanece no singular; com ele, fica no plural.
Goiás é um estado acolhedor.
Os Estados Unidos ainda determinam o fluxo da economia mundial.
- Pronome interrogativo ou indefinido plural – Quando o sujeito compuser-se de um pronome interrogativo ou indefinido plural (quais, quantos, alguns, quaisquer), seguido de “nós” ou de “vós”, o verbo pode concordar com o primeiro pronome ou com o pronome pessoal.
Vários de nós reivindicaram/reivindicamos nossos direitos.
- Pronome relativo que – a concordância em número e pessoa é feita com o antecedente do pronome.
Fui eu que trouxe o presente.
Fomos nós que fizemos a oferta.
Com a expressão “um dos que” – Quando o sujeito se caracterizar pela mesma, o verbo permanece no plural.
Carlos foi um dos alunos que mais se destacaram durante o ano.
- Pronome relativo quem – Pode-se utilizar o verbo na terceira pessoa do singular ou o mesmo poderá concordar com o antecedente do pronome.
Fui eu quem realizou a pesquisa.
Fomos nós quem organizamos o evento.
Tudo sobre sujeito indeterminado
Como diferentes idiomas lidam com a indeterminação do agente na frase
Uma das noções que mais causam dificuldade no estudo da gramática é a de sujeito indeterminado, que muitos confundem com as orações sem sujeito, isto é, as que expressam existência (“Há leões na África”), tempo transcorrido (“Faz dias que não o vejo”) e fenômenos atmosféricos (“Choveu muito ontem”).
Diz-se que o sujeito é indeterminado quando não é possível determinar que elemento da oração funciona como sujeito (pelo menos essa é a definição dada pelas gramáticas escolares). Não vou comentar aqui a adequação ou não de tal definição, o que daria margem a outro artigo, mas apenas utilizá-la como ponto de partida para discutir como as línguas expressam essa noção.
O latim clássico já dispunha de três construções para dar conta de uma ação sem mencionar quem a praticou. A primeira era o uso da terceira pessoa do plural com sujeito oculto (dicunt, “dizem”), a segunda era o uso da voz passiva (dicitur, “é dito”) e a terceira era o emprego de um pronome indefinido (aliquis dicit, “alguém diz”).
As línguas europeias herdaram esses processos, mas também desenvolveram outros que, na verdade, são derivações deles.
Por isso, podemos dizer que hoje há quatro modos básicos de indicar o sujeito indeterminado: “uma pessoa”, “as pessoas, a gente”, “eles, elas” e o uso da voz passiva.
Vamos analisar cada um desses modos, separadamente.
Formas de indeterminação
No latim vulgar, “diz-se” se expressava como dicunt (tal qual o latim clássico) ou como homo dicit, literalmente, “uma pessoa diz” (note-se que homo significa “homem” no sentido de “ser humano, pessoa, indivíduo”, distinguindo-se de vir, que é o macho da espécie humana).
Essa é a origem do francês on dit. O fato de o pronome indefinido on ter-se originado de um substantivo é o que permite que também seja usado com artigo definido: l’on dit.
Essa construção do latim vulgar foi seguida pelo antigo alemão, cujo pronome indefinido man tem a mesma etimologia de Mann (“homem”) e Mensch (“ser humano”). Em alemão moderno, “diz-se” é man sagt. A mesma construção existe nas demais línguas germânicas, à exceção do inglês.
Aliás, o pronome indefinido sueco man (de man säger, “diz-se”) é cognato do substantivo man, “homem” (de en man säger, “um homem diz”). Da redução de “um indivíduo” para “um”, temos o italiano e o espanhol uno dice, bem como o inglês one says.
Outro modo de indeterminar o sujeito é referir-se a um vago “as pessoas, a gente em geral”. É daí que veio a nossa cada vez mais popular construção “a gente diz”.
Em holandês, o plural de man, “pessoa”, passou com o tempo a funcionar como pronome indefinido: men zagen, “pessoas dizem”. Depois, quando men perdeu o sentido de “pessoas” e tornou-se mera palavra gramatical, surgiu a construção no singular men zaagt.
O terceiro modo de expressar a indeterminação do agente é substituir “as pessoas” por “elas”, podendo nas línguas românicas esse pronome vir oculto. Trata-se do mesmo processo encontrado no latim dicunt, isto é, uma terceira pessoa do plural com sujeito elíptico.
Essa construção corresponde ao português dizem, ao espanhol dicen, ao italiano dicono e ao inglês they say, este com pronome pessoal explícito, já que o inglês não admite pronome oculto.
Voz passiva
Finalmente, a construção com voz passiva (latim dicitur) continuou a ser usada nas línguas modernas. Algumas delas só conhecem a passiva analítica (“é dito”). Exemplo disso é o inglês it is said.
Já as línguas que admitem voz passiva sintética têm ambas as formas: em português, “diz-se” ou “é dito”, em espanhol se dice ou es dicho, em italiano si dice, è detto, viene detto ou ainda va detto.Quando o verbo é reflexivo ou pronominal, o português, o espanhol e o italiano substituem a partícula apassivadora se/si por “a gente”,: port. “a gente se lembra”, esp. uno se acuerda, it. ci si ricorda.
Uma das noções que mais causam dificuldade no estudo da gramática é a de sujeito indeterminado, que muitos confundem com as orações sem sujeito, isto é, as que expressam existência (“Há leões na África”), tempo transcorrido (“Faz dias que não o vejo”) e fenômenos atmosféricos (“Choveu muito ontem”).
Diz-se que o sujeito é indeterminado quando não é possível determinar que elemento da oração funciona como sujeito (pelo menos essa é a definição dada pelas gramáticas escolares). Não vou comentar aqui a adequação ou não de tal definição, o que daria margem a outro artigo, mas apenas utilizá-la como ponto de partida para discutir como as línguas expressam essa noção.
O latim clássico já dispunha de três construções para dar conta de uma ação sem mencionar quem a praticou. A primeira era o uso da terceira pessoa do plural com sujeito oculto (dicunt, “dizem”), a segunda era o uso da voz passiva (dicitur, “é dito”) e a terceira era o emprego de um pronome indefinido (aliquis dicit, “alguém diz”).
As línguas europeias herdaram esses processos, mas também desenvolveram outros que, na verdade, são derivações deles.
Por isso, podemos dizer que hoje há quatro modos básicos de indicar o sujeito indeterminado: “uma pessoa”, “as pessoas, a gente”, “eles, elas” e o uso da voz passiva.
Vamos analisar cada um desses modos, separadamente.
Formas de indeterminação
No latim vulgar, “diz-se” se expressava como dicunt (tal qual o latim clássico) ou como homo dicit, literalmente, “uma pessoa diz” (note-se que homo significa “homem” no sentido de “ser humano, pessoa, indivíduo”, distinguindo-se de vir, que é o macho da espécie humana).
Essa é a origem do francês on dit. O fato de o pronome indefinido on ter-se originado de um substantivo é o que permite que também seja usado com artigo definido: l’on dit.
Essa construção do latim vulgar foi seguida pelo antigo alemão, cujo pronome indefinido man tem a mesma etimologia de Mann (“homem”) e Mensch (“ser humano”). Em alemão moderno, “diz-se” é man sagt. A mesma construção existe nas demais línguas germânicas, à exceção do inglês.
Aliás, o pronome indefinido sueco man (de man säger, “diz-se”) é cognato do substantivo man, “homem” (de en man säger, “um homem diz”). Da redução de “um indivíduo” para “um”, temos o italiano e o espanhol uno dice, bem como o inglês one says.
Outro modo de indeterminar o sujeito é referir-se a um vago “as pessoas, a gente em geral”. É daí que veio a nossa cada vez mais popular construção “a gente diz”.
Em holandês, o plural de man, “pessoa”, passou com o tempo a funcionar como pronome indefinido: men zagen, “pessoas dizem”. Depois, quando men perdeu o sentido de “pessoas” e tornou-se mera palavra gramatical, surgiu a construção no singular men zaagt.
O terceiro modo de expressar a indeterminação do agente é substituir “as pessoas” por “elas”, podendo nas línguas românicas esse pronome vir oculto. Trata-se do mesmo processo encontrado no latim dicunt, isto é, uma terceira pessoa do plural com sujeito elíptico.
Essa construção corresponde ao português dizem, ao espanhol dicen, ao italiano dicono e ao inglês they say, este com pronome pessoal explícito, já que o inglês não admite pronome oculto.
Voz passiva
Finalmente, a construção com voz passiva (latim dicitur) continuou a ser usada nas línguas modernas. Algumas delas só conhecem a passiva analítica (“é dito”). Exemplo disso é o inglês it is said.
Já as línguas que admitem voz passiva sintética têm ambas as formas: em português, “diz-se” ou “é dito”, em espanhol se dice ou es dicho, em italiano si dice, è detto, viene detto ou ainda va detto.Quando o verbo é reflexivo ou pronominal, o português, o espanhol e o italiano substituem a partícula apassivadora se/si por “a gente”,: port. “a gente se lembra”, esp. uno se acuerda, it. ci si ricorda.
Explicando o que é linguística
Quanto à linguística, ela não é essa disciplina permissiva que “defende os erros gramaticais”, como diziam os gramáticos mais tradicionalistas. Nenhum linguista, em sã consciência, propugnaria o uso de palavras e expressões erradas — do ponto de vista da gramática normativa, bem entendido — na imprensa ou em textos formais em geral.
Mas a linguística parte do princípio de que a norma culta, embora seja importantíssima, não é o único padrão linguístico existente, e na verdade a maior parte da população se comunica a maior parte do tempo em outras normas que não a norma culta. (Pense, por exemplo, que se você usar a norma culta, com todas as suas regras rígidas, para falar com o pipoqueiro ou com o varredor de ruas, eles provavelmente não o entenderão, ou, no mínimo, pensarão que você está querendo “botar banca” para cima deles.)
Por isso, é preciso que exista uma ciência que estude a “língua real” e não apenas a “língua oficial”, caso contrário, estaríamos nos recusando a conhecer e a entender nossa própria realidade linguística e social.
Além disso, o chamado “erro” gramatical é, na verdade, a prova da evolução da língua: foi graças aos “erros” gramaticais e de pronúncia cometidos pelo povo romano ao longo dos séculos que o latim se transformou no que hoje é o português, o espanhol, o francês, o italiano, etc. Assim, o estudo da linguagem popular nos ajuda a compreender a própria evolução das línguas com o tempo.
Mas a linguística parte do princípio de que a norma culta, embora seja importantíssima, não é o único padrão linguístico existente, e na verdade a maior parte da população se comunica a maior parte do tempo em outras normas que não a norma culta. (Pense, por exemplo, que se você usar a norma culta, com todas as suas regras rígidas, para falar com o pipoqueiro ou com o varredor de ruas, eles provavelmente não o entenderão, ou, no mínimo, pensarão que você está querendo “botar banca” para cima deles.)
Por isso, é preciso que exista uma ciência que estude a “língua real” e não apenas a “língua oficial”, caso contrário, estaríamos nos recusando a conhecer e a entender nossa própria realidade linguística e social.
Além disso, o chamado “erro” gramatical é, na verdade, a prova da evolução da língua: foi graças aos “erros” gramaticais e de pronúncia cometidos pelo povo romano ao longo dos séculos que o latim se transformou no que hoje é o português, o espanhol, o francês, o italiano, etc. Assim, o estudo da linguagem popular nos ajuda a compreender a própria evolução das línguas com o tempo.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Separação Silábica - Assunto para o Enem
Separação Silábica - Assunto que cai na prova do Enem
translineação
Separação Silábica
A divisão silábica deve ser feita a partir da soletração, ou seja, dando o som total das letras que formam cada sílaba, cada uma de uma vez.
Usa-se o hífen para marcar a separação silábica.
Normas para a divisão silábica:
Não se separam os ditongos e tritongos: Como ditongo é o encontro de uma vogal com uma semivogal na mesma sílaba, e tritongo, o encontro de uma vogal com duas semivogais também na mesma sílaba, é evidente que eles não se separam silabicamente. Por exemplo:
Ex.
Au-las / au = ditongo decrescente oral.
Guar-da / ua = ditongo crescente oral.
A-güei / uei = tritongo oral.
Separam-se as vogais dos hiatos: Como hiato é o encontro de duas vogais em sílabas diferentes, obviamente as vogais se separam silabicamente. Cuidado, porém, com a sinérese ee e uu, conforme estudamos em encontros vocálicos. Por exemplo:
Ex.
Pi-a-da / ia = hiato
Ca-ir / ai = hiato
Ci-ú-me / iú = hiato
Com-pre-en-der ou com-preen-der (sinérese)
Não se separam os dígrafos ch, lh, nh, qu, gu:
Ex. Cho-ca-lho / ch, lh = dígrafos inseparáveis.
Qui-nhão / qu, nh = dígrafos inseparáveis.
Gui-sa-do / gu = dígrafo inseparável.
Separam-se os dígrafos rr, ss, sc, sç, xc e xs:
Ex. Ex-ces-so / xc, ss = dígrafos separáveis.
Flo-res-cer / sc = dígrafo separável.
Car-ro-ça / rr = dígrafo separável.
Des-ço / sç = dígrafo separável.
Separam-se os encontros consonantais impuros: Encontros consonantais impuros, ou disjuntos, são consoantes em sílabas diferentes.
Ex.
Es-co-la
E-ner-gi-a
Res-to
Separam-se as vogais idênticas e os grupos consonantais cc e cç: Lembre-se de que há autores que classificam ee e uu como sinérese, ou seja, aceitam como hiato ou como ditongo essas vogais idênticas.
Ex.
Ca-a-tin-ga
Re-es-tru-tu-rar
Ni-i-lis-mo
Vô-o
Du-un-vi-ra-to
Prefixos terminados em consoante:
Ligados a palavras iniciadas por consoante: Cada consoante fica em uma sílaba, pois haverá a formação de encontro consonantal impuro.
Ex.
Des-te-mi-do
Trans-pa-ren-te
Hi-per-mer-ca-do
Sub-ter-râ-neo
Ligados a palavras iniciadas por vogal: A consoante do prefixo ligar-se-á à vogal da palavra.
Ex.
Su-ben-ten-di-do
Tran-sal-pi-no
Hi-pe-ra-mi-go
Su-bal-ter-no
translineação
Separação Silábica
A divisão silábica deve ser feita a partir da soletração, ou seja, dando o som total das letras que formam cada sílaba, cada uma de uma vez.
Usa-se o hífen para marcar a separação silábica.
Normas para a divisão silábica:
Não se separam os ditongos e tritongos: Como ditongo é o encontro de uma vogal com uma semivogal na mesma sílaba, e tritongo, o encontro de uma vogal com duas semivogais também na mesma sílaba, é evidente que eles não se separam silabicamente. Por exemplo:
Ex.
Au-las / au = ditongo decrescente oral.
Guar-da / ua = ditongo crescente oral.
A-güei / uei = tritongo oral.
Separam-se as vogais dos hiatos: Como hiato é o encontro de duas vogais em sílabas diferentes, obviamente as vogais se separam silabicamente. Cuidado, porém, com a sinérese ee e uu, conforme estudamos em encontros vocálicos. Por exemplo:
Ex.
Pi-a-da / ia = hiato
Ca-ir / ai = hiato
Ci-ú-me / iú = hiato
Com-pre-en-der ou com-preen-der (sinérese)
Não se separam os dígrafos ch, lh, nh, qu, gu:
Ex. Cho-ca-lho / ch, lh = dígrafos inseparáveis.
Qui-nhão / qu, nh = dígrafos inseparáveis.
Gui-sa-do / gu = dígrafo inseparável.
Separam-se os dígrafos rr, ss, sc, sç, xc e xs:
Ex. Ex-ces-so / xc, ss = dígrafos separáveis.
Flo-res-cer / sc = dígrafo separável.
Car-ro-ça / rr = dígrafo separável.
Des-ço / sç = dígrafo separável.
Separam-se os encontros consonantais impuros: Encontros consonantais impuros, ou disjuntos, são consoantes em sílabas diferentes.
Ex.
Es-co-la
E-ner-gi-a
Res-to
Separam-se as vogais idênticas e os grupos consonantais cc e cç: Lembre-se de que há autores que classificam ee e uu como sinérese, ou seja, aceitam como hiato ou como ditongo essas vogais idênticas.
Ex.
Ca-a-tin-ga
Re-es-tru-tu-rar
Ni-i-lis-mo
Vô-o
Du-un-vi-ra-to
Prefixos terminados em consoante:
Ligados a palavras iniciadas por consoante: Cada consoante fica em uma sílaba, pois haverá a formação de encontro consonantal impuro.
Ex.
Des-te-mi-do
Trans-pa-ren-te
Hi-per-mer-ca-do
Sub-ter-râ-neo
Ligados a palavras iniciadas por vogal: A consoante do prefixo ligar-se-á à vogal da palavra.
Ex.
Su-ben-ten-di-do
Tran-sal-pi-no
Hi-pe-ra-mi-go
Su-bal-ter-no
Questões de verbos de ligação
verbos de ligação: aqueles que dão qualidades, características ou indicam estado do sujeito.
São geralmente classificados como de ligação os verbos: ser, estar, permanecer, continuar, ficar, virar, tornar-se.
O termo da oração que acompanha o verbo de ligação e indica uma qualidade ou uma característica do sujeito é o predicativo do sujeito.
ex:ser, estar, permanecer, continuar, ficar, parecer, andar, viver, achar, encontrar, tornar, acabar, cair, meter-se.
O menino estava imundo.
"estava": verbo de ligação; "imundo": predicativo do sujeito.
Aquela estrada era sem fim.
"era": verbo de ligação; "sem fim": predicativo do sujeito.
Obs : O Verbo de Ligaçao sempre indica estado.
Verbos de Ligação
São verbos que servem como elementos de ligação entre o sujeito e uma qualidade ou estado ou modo de ser, denominado Predicativo do Sujeito. Os principais verbos de ligação são ser, estar, parecer, permanecer, ficar, continuar. Não decore quais são os verbos de ligação, e sim memorize o significado dele:
Verbo de ligação é aquele que indica a existência de uma qualidade do sujeito, sem que ele pratique uma ação.
Nesse exemplo o verbo não é de ligação, pois está indicando uma ação - quem volta, volta de algum lugar, mesmo que haja o predicativo do sujeito abatida. É, então, um verbo intransitivo, já que da Ásia é Adjunto Adverbial de Lugar. Conclui-se que pode haver predicativo do sujeito sem que haja verbo de ligação.
VERBO DE LIGAÇÃO
Os verbos de ligação não indicam ação. Estes verbos fazem a ligação entre 2 termos: o sujeito e suas características.
Estas características são chamadas de predicativo do sujeito.
Ex. Maria é inteligente.
O verbo ser não indica ação, ele está ligando o sujeito (Maria) ao predicativo (inteligente).
PREDICATIVO= é o termo que modifica o sujeito. O predicativo nos informa alguma coisa a respeito do sujeito.
São geralmente classificados como de ligação os verbos: ser, estar, permanecer, continuar, ficar, virar, tornar-se.
O termo da oração que acompanha o verbo de ligação e indica uma qualidade ou uma característica do sujeito é o predicativo do sujeito.
ex:ser, estar, permanecer, continuar, ficar, parecer, andar, viver, achar, encontrar, tornar, acabar, cair, meter-se.
O menino estava imundo.
"estava": verbo de ligação; "imundo": predicativo do sujeito.
Aquela estrada era sem fim.
"era": verbo de ligação; "sem fim": predicativo do sujeito.
Obs : O Verbo de Ligaçao sempre indica estado.
Verbos de Ligação
São verbos que servem como elementos de ligação entre o sujeito e uma qualidade ou estado ou modo de ser, denominado Predicativo do Sujeito. Os principais verbos de ligação são ser, estar, parecer, permanecer, ficar, continuar. Não decore quais são os verbos de ligação, e sim memorize o significado dele:
Verbo de ligação é aquele que indica a existência de uma qualidade do sujeito, sem que ele pratique uma ação.
Nesse exemplo o verbo não é de ligação, pois está indicando uma ação - quem volta, volta de algum lugar, mesmo que haja o predicativo do sujeito abatida. É, então, um verbo intransitivo, já que da Ásia é Adjunto Adverbial de Lugar. Conclui-se que pode haver predicativo do sujeito sem que haja verbo de ligação.
VERBO DE LIGAÇÃO
Os verbos de ligação não indicam ação. Estes verbos fazem a ligação entre 2 termos: o sujeito e suas características.
Estas características são chamadas de predicativo do sujeito.
Ex. Maria é inteligente.
O verbo ser não indica ação, ele está ligando o sujeito (Maria) ao predicativo (inteligente).
PREDICATIVO= é o termo que modifica o sujeito. O predicativo nos informa alguma coisa a respeito do sujeito.
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