terça-feira, 5 de julho de 2011

Sujeito indeterminado - português para concurso

» Sujeito indeterminado - português para concurso
IX. Sujeito indeterminado
Sujeito indeterminado é aquele não pode ser identificado, pois não é possível defini-lo.

Existem dois casos que ocorre o sujeito indeterminado:

- quando o verbo está na 3ª pessoa do plural e não estabelecendo relação com nenhum substantivo antecedente.

Exemplo:

• Anunciaram a chegada da noiva.
• Chegaram cedo hoje.

- quando os verbos intransitivos, transitivos indiretos ou os verbos de ligação forem seguidos da palavra se, que é denominada o índice de indeterminação do sujeito (IIS).

Exemplo:

• Precisa-se de professores. (VTI)
• Vive-se feliz. (VI)
• Vende-se um fogão. (VTD)

USO DO GERÚNDIO - assunto que cai em concurso público

USO DO GERÚNDIO - Assunto que geralmente cai em prova de concurso público


Não devemos usar o gerúndio para reforçar a idéia de progressividade no futuro. Vejam alguns exemplos:



Eu vou estar estudando o projeto de lei.



Estaremos transferindo a quantia amanhã.




A frase adequada é:




Transferiremos a quantia amanhã.



É um problema o emprego do gerúndio, tanto que alguns escritores evitam empregá-lo. Ele constitui uma oração subordinada adverbial e, de certo modo, uma função adjetiva. Para ser bem empregado, o gerúndio deve estar o mais perto possível do sujeito ao qual se refere.



Exemplo:



Vi teu filho nadando.



Nadando, vi teu filho. (o sentido é diferente)



O gerúndio traz vários significados diferentes. Abaixo alguns exemplos:



» Gerúndio modal: Chegou alegrando o ambiente.



» Gerúndio temporal. Indica contemporaneidade entre a ação expressa pelo verbo principal e o gerúndio: Vi Henrique conversando.



» Gerúndio durativo: Ficou escrevendo seu livro.



» Gerúndio cuja ação é imediatamente anterior à do verbo principal: Estudando, passou no vestibular em primeiro lugar.



» Gerúndio concessivo: Chovendo, não iria à festa.



» Gerúndio explicativo: Vendo que a suspensão não funcionava, o piloto chamou o mecânico.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

O uso do artigo - assunto que cai em prova de concurso

Artigo - assunto que pode cair em prova de concurso público e vestibular

I – emprega-se o artigo definido em:

a) nomes próprios geográficos.

Exemplo:

A Argentina O Rio de Janeiro as Canárias

Observação:

Alguns nomes próprios geográficos não aceitam o uso do artigo.

Exemplo:

Portugal Minas Gerais

b) antes de nomes de pessoas que denotem intimidade.

Exemplo:

A Rita viajou para Portugal.

A Roberta passou no vestibular da UFPE.

c) depois do pronome indefinido todos e do numeral ambos(as).
Exemplo:

Todos os professores responderam à pesquisa.

Ambos os pilotos recusaram-se a correr hoje.

d) para substantivar qualquer palavra

Exemplo:

O jantar estava uma delicia.

II – geralmente, não se usa o artigo definido nos seguintes casos:

a) antes de pronomes de tratamento

Exemplo:

Vossa Senhoria errou numa hora imprópria.

Vossa Excelência recebeu nosso recado?

No caso dos pronomes de tratamento excetua-se senhor (a).

Exemplo:

A senhora vai ao cinema?

O senhor não foi feliz no comentário.

b) antes do nome de pessoas que não denotam intimidade

Exemplo:

Marcos conseguiu consertar o computador.

c) antes da palavra casa quando designa a residência que fala ou de quem se trata.

Exemplo:

Ficou em casa o dia todo.

d) depois do pronome relativo cujo e variações

Exemplo:

Esse é o problema cuja resolução está complicada.

O troféu, cujo título nós disputamos, foi roubado.

III – geralmente usamos o artigo indefinido antes de numerais que exprimem aproximação.

Exemplo:

Caruaru fica a uns 120 quilômetros do Recife.

Ricardo deve pesar uns 100 quilos.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Usos do dígrafo "ss"

Usos do dígrafo "ss"

(dígrafo são duas letras com um único som)

1) nos verbos com terminação em ter / tir / dir/ der / mir:
aceder > acessível
admitir > admissível
agredir > agressão
ceder > cessão

2) quando o prefixo termina em vogal + verbo que começa em "s":
re+surgir > ressurgir
pre+sentir > pressentir
a+sossegar > assossegar

3) com o sufixo íssimo (superlativo):
caro + íssimo > caríssimo
digno + íssimo > digníssimo
excelente + íssimo > excelentíssimo

domingo, 19 de junho de 2011

A pronúncia certa é disenteria, e não desinteria.

A pronúncia certa é disenteria, e não desinteria.

● A palavra dó (pena) é masculina. Portanto, “Sentimos muito dó daquela moça”.

● Nas expressões é muito, é pouco, é suficiente, o verbo ser fica sempre no singular, sobretudo quando denota quantidade, distância, peso. Ex: Dez quilos é muito. Dez reais é pouco. Dois gramas é suficiente.

● Há duas formas de dizer: é proibido entrada, e é proibida a entrada. Observe a presença do artigo a na segunda locução.

● Já se disse muitas vezes, mas vale repetir: televisão em cores, e não a cores.

● Cuidado: emergir é vir à tona, vir à superfície. Por exemplo: O monstro emergiu do lago. Mas imergir é o contrário: é mergulhar, afundar. Veja o exemplo: O navio imergiu em alto-mar.

● A confusão é grande, mas se admitem as três grafias: enfarte, enfarto e infarto.

● Outra dúvida: nunca devemos dizer estadia em lugar de estada. Portanto, a minha estada em São Paulo durou dois dias. Mas a estadia do navio em Santos só demorou um dia. Portanto, estada para permanência de pessoas, e estadia para navios ou veículos.

● E não esqueça: exceção é com ç, mas excesso é com dois s.

● Lembra-se dos verbos defectivos? Lá vai mais um: falir. No presente do indicativo só apresenta a primeira e a segunda pessoa do plural: nós falimos, vós falis. Já pensou em conjugá-lo assim: eu falo, tu fales…Horrível, né?

As Melhores Dicas de Redação

As Melhores Dicas de Redação
Vamos ver o que os examinadores alertam aos vestibulandos quanto a parte redacional:

Avaliação, classificação e seleção

"... O sistema de vestibular da Universidade de Brasília utiliza, além da Prova de Redação em Língua Portuguesa, de caráter discursivo... será corrigida por uma banca de examinadores..."

Para tirar as dúvidas quanto a aplicação da Técnica de Redação: DISSERTAÇÃO.

REDAÇÃO EM LÍNGUA PORTUGUESA
A Prova de Redação em Língua Portuguesa tem o objetivo de avaliar a capacidade de expressão na modalidade escrita da Língua Portuguesa.

O candidato deverá produzir texto dissertativo, com extensão mínima de 30 linhas e máxima de 60 linhas, legível, caracterizado pela coerência e coesão, com base em um tema formulado pela banca examinadora.

Com a função de motivar o candidato para a redação, despertando idéias e propiciando o enriquecimento de informações, poderá haver, na prova, textos e outros elementos correlacionados ao assunto em questão.

Os critérios de avaliação mais abrangentes referem-se ao desenvolvimento do tema, à observância da apresentação e da estrutura textual e ao domínio da expressão escrita. Em termos restritos, estabelecem-se critérios específicos ligados a cada item.

Lembrete:

Não se esqueça de responder ao questionário socio-cultural para o CESPE.

Cuidado com letras maiúsculas fora da lógica dos Períodos construídos no texto
A LETRA
A letra pode mostrar a sua personalidade. Existe uma ciência que trata disto é a GRAFOLOGIA.

Para nós o que interessa na Redação é a Estética da escrita e a aplicação da técnica de dissertação:

- Nada de n parecido com r;
- Nada de s parecido com j;
- Nada de j com cara de s ou vice-versa;
- Nada de y com cara de g e vice-versa;
- Nada de m com cara de n;
- Nada de sc com cara de x e vice-versa;
- Nada de t com cara de f;
- Nada de ç com cara de ss;
- Nada de bolinha nos is;
- Nada de h com cara de m maiúsculo;
- Nada de letra maiúscula onde deveria ser minúscula exceto se a norma pedir;
- Nada de rr com cara de m ou vice-versa;
- Procure fazer uma letra manuscrita, a de forma confunde muito, ocupa espaço e não se pode distinguir a CAIXA ALTA da BAIXA;
- Não se perca em detalhes mas escreva com boa grafia (normalmente as moças prezam mais pela boa letra mas podem perder tempo enfeitando muito);
- Não escreva palavras com dúvida de grafia;
- Não acelere o ritmo para acabar logo nem demore demais para não perder tempo;
- Não exceda em reticências, ponto e vírgula, dois pontos e vírgula sem necessidade;
- Não ultrapasse as margens do papel tanto nas laterais quanto no topo e no fim da pauta. Para isto existem as faixas de limite do papel;
O mais importante: Letra com firmeza e segurança, bem nítida, bem clara, média, com ritmo tranqüilo e sem correria e bastante estética na redação para facilitar a leitura e a compreensão da estrutura de seus pensamentos e opinião pessoal ou dentro da sugestão do texto apresentado.

Resumindo as últimas dicas, podemos dizer que o ato de escrever exige:

- Um plano articulado e você já aprendeu como fazê-lo;
- Meditação e concentração na formação de idéias. Isto depende do quanto escreveu, atualizou e de sua segurança na dissertação;
- Esquematização da estrutura e você viu muito disto nas dicas;

- Reflexão no entendimento da mensagem (Eu escritor também sou leitor e mais que isto: Sou Examinador e Crítico de meu próprio texto. O meu "Eu" se registra em minha redação pela organização, pela letra e pela lógica de meus pensamentos. Isto já é tema para uma tese de pós-gradução em lingüística por sua importância na análise de redações dos vestibulandos;
- Uma escrita legível, proporcional, nem dilatada nem apertada demais, bem limpa sem borrões, com uma velocidade rítmica regular (muitas vezes a turma começa a rabiscar e nada se entende no final), sem muitos ornamentos na letra, com uma pressão forte e segura e sem muita tensão;

- Calma e atenção. Autocontrole e fidelidade ao tema;
- Muito exercício e treino. Análise do texto e compreensão das estruturas gramaticais;
- Determinação em suas exposições e opinião final;
- Capacidade de coordenar suas idéias sem perder a facilidade de expressão;
- Bastante leitura acerca do assunto e concentração no que vai ser redigido;

- Prática de Redação Dissertativa (quanto mais cedo começar a escrever melhor sua integração de estilo que é pessoal e ninguém faz duas redações iguais exatamente pela capacidade dialética de reter informações expondo-as na memória e dispondo-as de maneiras diferentes dentro de sua forma de pensamento);
Cuidado com a ortografia e as acentuações;
- Atualização dos fatos através de jornais e revistas;
- Ser fiel ao que escreve e sentir segurança (como vocês dizem: "sentir firmeza");
- Conhecimento de suas estruturas e técnicas. Você já teve um despertar sobre este assunto!
- Ideias bem delimitadas com opinião pessoal e bem objetiva (quando exigida) ou de acordo com a análise do texto proposto para afirmar ou negar sua opinião (seu pensamento escrito);
- Seleção e ordenação da idéia central que fortalecerá as acessórias mantendo a unidade da redação;

- Uma redação espontânea e natural que agrade os dois lados da comunicação (vestibulando/examinador) mostrando harmonia e simplicidade na forma estrutural-lógica, prezando pelas normas gramaticais (regências, concordâncias e análise sintática);

- Uma estrutura com equilíbrio na exposição de ideias e regularidade de conjunto;
- Não faça menos que o exigido e nem ultrapasse o máximo de linhas na dissertação da folha de Redação (Para isto você ganha uma folha de rascunho).

Empregos do verbo haver

Um dos empregos do verbo haver é aquele que aponta para a noção de tempo decorrido. Quando expressa esse sentido, o verbo haver torna-se um verbo impessoal.
É importante anotar a grafia correta do verbo haver na construção de orações com as quais se pretenda expressar essa noção de tempo decorrido. Não raro, confunde-se a grafia da forma verbal HÁ com a preposição ou artigo A. Emprega-se a preposição "a", em oposição a "há", quando quer-se expressar a noção de tempo futuro. Dessa forma, o "a" anuncia um acontecimento vindouro, ao passo que "há" remete a um acontecimento passado.
Exemplos:
O mensageiro procurava por seu endereço a meses. [Inadequado]
O mensageiro procurava por seu endereço há meses. [Adequado]
Posto de serviços há vinte minutos. [Inadequado]
Posto de serviços a vinte minutos. [Adequad