Essa é uma prova típica de concurso público que geralmente as apostila para concurso não costumam trazer. A prática de exercícios vai lhe auxiliar a entender melhor cada questão de português para concurso. São dez questões de concurso com o gabarito:
1. Assinale a alternativa em que a palavra
“Paraguai” está separada corretamente:
a Pa-ra-gu-ai
b Pa-ra-gua-i
c Pa-ra-guai
d Pa-ragu-ai
e Para-guai
2. É considerada uma palavra polissílaba:
a tios
b varanda
c beber
d laranjeira
e substrato
3. O plural do substantivo está incorretamente
relacionado em:
a mel - méis
b plástico - plásticos
c porão - porões
d pastéu - pastéus
e táxi - táxis
4. A palavra “fracasso” tem como sinônimo:
a insucesso
b virtude
c devaneio
d absurdo
e fortuito
5. Marque a alternativa cujo espaço é preenchido
corretamente pela letra z:
a portugue_a
b esperte_a
c barone_a
d defe_a
e ca_amento
6. Está escrito incorretamente:
a flexa
b lagartixa
c axila
d exótico
e enxada
7. Apenas uma alternativa possui ambas as
palavras com grafias corretas, marque-a:
a Cansaço, carrossel
b Auxílio, assúcar
c Ingreço, demição
d Almosso, nessessário
e Pêçego, bússola
8. A alternativa que apresenta erro de acentuação
gráfica é:
a fábula
b amádo
c fórmula
d anêmico
e álbum
9. Assinale a alternativa cujo verbo é considerado
de terceira conjugação:
a falar
b ferir
c varrer
d compor
e torcer
10. Marque a alternativa cujo encontro vocálico é
classificado como hiato:
a caixa
b peixe
c couve
d juíza
e peito
Gabarito: 1c 2d 3d 4a 5b 6a 7a 8b 9b 10d
Apostila completa de português para concursos. Conteúdo completo com questões.
quarta-feira, 2 de março de 2011
Cacófatos, Cacos e Cacoetes
Cacófatos, Cacos e Cacoetes
Os textos, muitas vezes, aprontam armadilhas. Cacófato é palavra de origem grega que significa mau som. Ele se forma pela aproximação de sílabas de duas ou mais palavras, criando uma nova palavra que, em boa parte, é desagradável. Vejamos alguns exemplos:
A mais tradicional é ela tinha. A famosa latinha. Há muitas latinhas, para todos os lados. E que tal a frase: É aquele guri lá. Uma denúncia, por evidente, mas há um gorila no meio, o que pode piorar a situação. De qualquer maneira não pense nunca nisso. Pensar em caniços pode ser bom, mas devemos esperar a hora de pescar. Pescaria lembra comida, e que tal na vez passada. Uma vespa assada deve ser bom negócio.
No plano esportivo, o centroavante não marca gol. O que realmente que o centroavante fez? Realmente, há atacantes que só fazem isso! O jogador Zinho, ex-seleção, atual Grêmio, cria tantos problemas que já ninguém mais dá bola pra ele. Chuta Zinho, passa Zinho, Ataca Zinho, Sofre Zinho... E o Cafu, lateral também da Canarinho, é problemático. Fulano não deu a bola, mas Cafu deu. Sim, senhor, seu Cafu, isto lá são horas...
Tem também o “boom” da bolsa de Nova Iorque.
Se você não tiver nada pra fazer agora, aproveite. Nada melhor do que o Vale a Pena Ver de Novo e uma chuvinha por cima.
Nossa!?
Taleban, Talibã, Taliban?
Santo Deus, ou por Maomé?! Que confusão danada a imprensa está fazendo. Devemos sempre preferir as formas aportuguesadas. Ao menos deveríamos agir assim. Logo, prefira Talibã.
Em primeiro lugar, não existe uma forma rígida para a preferência desse I, trata-se de uma tendência das línguas latinas, no momento de converter o E original, transforma-se em I.
Em segundo lugar, a nasalização final em Português é com TIL. Vejamos os exemplos de Maracanã, satã, maçã e sutiã. Não escreveríamos Maracanan, satan, maçan.
Assim, aquele grupo da moças saúvas, o Tchan, ao menos deveria ser Tchã. Trata-se de equívoco ortográfico. Não estético, é claro.
Os textos, muitas vezes, aprontam armadilhas. Cacófato é palavra de origem grega que significa mau som. Ele se forma pela aproximação de sílabas de duas ou mais palavras, criando uma nova palavra que, em boa parte, é desagradável. Vejamos alguns exemplos:
A mais tradicional é ela tinha. A famosa latinha. Há muitas latinhas, para todos os lados. E que tal a frase: É aquele guri lá. Uma denúncia, por evidente, mas há um gorila no meio, o que pode piorar a situação. De qualquer maneira não pense nunca nisso. Pensar em caniços pode ser bom, mas devemos esperar a hora de pescar. Pescaria lembra comida, e que tal na vez passada. Uma vespa assada deve ser bom negócio.
No plano esportivo, o centroavante não marca gol. O que realmente que o centroavante fez? Realmente, há atacantes que só fazem isso! O jogador Zinho, ex-seleção, atual Grêmio, cria tantos problemas que já ninguém mais dá bola pra ele. Chuta Zinho, passa Zinho, Ataca Zinho, Sofre Zinho... E o Cafu, lateral também da Canarinho, é problemático. Fulano não deu a bola, mas Cafu deu. Sim, senhor, seu Cafu, isto lá são horas...
Tem também o “boom” da bolsa de Nova Iorque.
Se você não tiver nada pra fazer agora, aproveite. Nada melhor do que o Vale a Pena Ver de Novo e uma chuvinha por cima.
Nossa!?
Taleban, Talibã, Taliban?
Santo Deus, ou por Maomé?! Que confusão danada a imprensa está fazendo. Devemos sempre preferir as formas aportuguesadas. Ao menos deveríamos agir assim. Logo, prefira Talibã.
Em primeiro lugar, não existe uma forma rígida para a preferência desse I, trata-se de uma tendência das línguas latinas, no momento de converter o E original, transforma-se em I.
Em segundo lugar, a nasalização final em Português é com TIL. Vejamos os exemplos de Maracanã, satã, maçã e sutiã. Não escreveríamos Maracanan, satan, maçan.
Assim, aquele grupo da moças saúvas, o Tchan, ao menos deveria ser Tchã. Trata-se de equívoco ortográfico. Não estético, é claro.
Apostila grátis: Acentuação com dicas para concurso
Apostila grátis: Acentuação com dicas para concurso
A acentuação é um tema inerente aos postulados gramaticais que, indiscutivelmente, se concebe como fator de relevante importância, em se tratando da linguagem escrita. Trata-se do fenômeno relacionado à intensidade pela qual as sílabas se apresentam quando pronunciadas, podendo ser em maior ou menor grau. Quando proferidas com mais intensidade, classificam-se como tônicas, e quando soadas de maneira mais sutil, como átonas.
Ainda enfatizando acerca da importância do assunto em pauta, há outro detalhe que a ele se torna pertinente – o fato de ter havido algumas mudanças em decorrência da implantação da Nova Reforma Ortográfica, oficialmente vigorada desde 1º de janeiro de 2009. Cabendo ressaltar, portanto, que os referidos postulados, abaixo descritos, se encontram condizentes a esta. Para tanto, analisemos:
De acordo com a posição da sílaba tônica, as palavras classificam-se em:
Oxítonas – aquelas em que a sílaba tônica se encontra demarcada na última sílaba.
Exemplos: café, cipó, coração, armazém...
Paroxítonas – aquelas em que a tonicidade está representada pela penúltima sílaba.
Exemplos: caderno – problema – útil – automóvel...
Proparoxítonas – a sílaba tônica encontra-se representada pela antepenúltima sílaba.
Exemplos: lâmpada – ônibus – cárcere – cônego...
Monossílabos átonos e tônicos
Os vocábulos que possuem apenas uma sílaba - ora caracterizados como monossílabos - também são proferidos de modo mais e/ou menos intenso. De modo a compreendermos como se efetiva tal ocorrência, analisemos:
Que lembrança darei ao país que me deu
tudo o que lembro e sei, tudo quanto senti? (Carlos Drummond de Andrade)
Atendo-nos a uma análise, percebemos que os monossílabos “que”, “ao”, “me”, “o”, “e” são átonos, visto que são pronunciados tão fracamente que se apoiam na palavra subsequente. Já os monossílabos representados por “deu” e “sei” demonstram ser dotados de autonomia fonética, caracterizando-se, portanto, como tônicos.
Regras fundamentais:
Monossílabos tônicos
Graficamente, se acentua os monossílabos terminados em:
-a(s): chá, pá...
-e(s): pé, ré,...
-o(s): dó, nó...
Entretanto, os monossílabos: tu, noz, vez, par, quis, etc., não são acentuados.
Observações passíveis de nota:
* Os monossílabos tônicos formados por ditongos abertos -éis, -éu, -ói recebem o acento:
Exemplos: réis, véu, dói.
* No caso dos verbos monossilábicos terminados em-ê, a terceira pessoa do plural termina em eem. Esta regra se aplica à nova ortografia, perceba.
Ele vê - Eles veem
Ele crê – Eles creem
Ele lê – Eles leem
Forma verbal que antes era acentuada, agora é grafada sem o sinal gráfico.
* Diferentemente ocorre com os verbos monossilábicos terminados em “-em”, haja vista que a terceira pessoa termina em “-êm”, embora acentuada. Perceba:
Ele tem – Eles têm
Ela vem – Elas vêm
Oxítonas:
Acentuam-se todas as oxítonas terminadas em a, e, o, seguidas ou não de “s”.
Pará, café, carijó, armazém, parabéns...
* Paroxítonas:
Acentuam-se todos os vocábulos terminados em:
-l: amável, fácil, útil...
-r: caráter, câncer...
-n: hífen, próton...
Observação: Quando grafadas no plural, não recebem acento: polens, hífens...
-x: látex, tórax...
-ps: fórceps, bíceps...
-ã(s): ímã, órfãs...
-ão(s): órgão, bênçãos...
-um(s): fórum, álbum...
-on(s): elétron, nêutron...
-i(s): táxi, júri...
-u(s): Vênus, ônus...
-ei(s): pônei, jóquei...
-ditongo oral(crescente ou decrescente), seguido ou não de “s”:
história, série, água, mágoa...
Observações importantes:
a) De acordo com a nova ortografia, os ditongos terminados em –ei e –oi, não são mais acentuados. Perceba como eram antes e como agora se grafam:
Entretanto, o acento ainda permanece nas oxítonas terminadas em –éu, -ói e éis:
chapéu – herói - fiéis...
b) Não serão mais acentuados o “i” e “u” tônicos, quando depois de ditongo formarem hiato: Note:
No entanto, o acento permanece se a palavra for oxítona e o “i” ou “u” estiverem seguidos de “s” ou no final da palavra. Confira:
Piauí – tuiuiú(s) – sauí(s)...
O mesmo acontece com o “i” e o “u” tônicos dos hiatos, não antecedidos de ditongos:
saída – saúde – juíza – saúva – ruído...
* As formas verbais que possuem o acento na raiz com o “u” tônico precedido das letras “q” e “g” e seguido de “e” ou “i” não serão mais acentuadas. Como por exemplo:
Atenção:
- Quando o verbo admitir duas pronúncias diferentes, usando “a” ou “i” tônicos, essas vogais serão acentuadas:
Exemplos:
eu águo, eles águam, eles enxáguam (a tônico); eu delínquo, eles delínquem (í tônico).
tu apazíguas, que eles apazíguem.
- Se a tônica, na pronúncia, cair sobre o u, ele não será acentuado:
Exemplos:
Eu averiguo, eu aguo.
* Não será mais usado o acento agudo para diferenciar determinados vocábulos, tais como:
Contudo, o acento permanece para diferenciar algumas palavras, representadas por:
pôde = 3ª pessoa do pretérito perfeito do indicativo (verbo poder)
pode = 3ª pessoa do presente do indicativo (verbo poder)
pôr = verbo
por = preposição
___________________________
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A acentuação é um tema inerente aos postulados gramaticais que, indiscutivelmente, se concebe como fator de relevante importância, em se tratando da linguagem escrita. Trata-se do fenômeno relacionado à intensidade pela qual as sílabas se apresentam quando pronunciadas, podendo ser em maior ou menor grau. Quando proferidas com mais intensidade, classificam-se como tônicas, e quando soadas de maneira mais sutil, como átonas.
Ainda enfatizando acerca da importância do assunto em pauta, há outro detalhe que a ele se torna pertinente – o fato de ter havido algumas mudanças em decorrência da implantação da Nova Reforma Ortográfica, oficialmente vigorada desde 1º de janeiro de 2009. Cabendo ressaltar, portanto, que os referidos postulados, abaixo descritos, se encontram condizentes a esta. Para tanto, analisemos:
De acordo com a posição da sílaba tônica, as palavras classificam-se em:
Oxítonas – aquelas em que a sílaba tônica se encontra demarcada na última sílaba.
Exemplos: café, cipó, coração, armazém...
Paroxítonas – aquelas em que a tonicidade está representada pela penúltima sílaba.
Exemplos: caderno – problema – útil – automóvel...
Proparoxítonas – a sílaba tônica encontra-se representada pela antepenúltima sílaba.
Exemplos: lâmpada – ônibus – cárcere – cônego...
Monossílabos átonos e tônicos
Os vocábulos que possuem apenas uma sílaba - ora caracterizados como monossílabos - também são proferidos de modo mais e/ou menos intenso. De modo a compreendermos como se efetiva tal ocorrência, analisemos:
Que lembrança darei ao país que me deu
tudo o que lembro e sei, tudo quanto senti? (Carlos Drummond de Andrade)
Atendo-nos a uma análise, percebemos que os monossílabos “que”, “ao”, “me”, “o”, “e” são átonos, visto que são pronunciados tão fracamente que se apoiam na palavra subsequente. Já os monossílabos representados por “deu” e “sei” demonstram ser dotados de autonomia fonética, caracterizando-se, portanto, como tônicos.
Regras fundamentais:
Monossílabos tônicos
Graficamente, se acentua os monossílabos terminados em:
-a(s): chá, pá...
-e(s): pé, ré,...
-o(s): dó, nó...
Entretanto, os monossílabos: tu, noz, vez, par, quis, etc., não são acentuados.
Observações passíveis de nota:
* Os monossílabos tônicos formados por ditongos abertos -éis, -éu, -ói recebem o acento:
Exemplos: réis, véu, dói.
* No caso dos verbos monossilábicos terminados em-ê, a terceira pessoa do plural termina em eem. Esta regra se aplica à nova ortografia, perceba.
Ele vê - Eles veem
Ele crê – Eles creem
Ele lê – Eles leem
Forma verbal que antes era acentuada, agora é grafada sem o sinal gráfico.
* Diferentemente ocorre com os verbos monossilábicos terminados em “-em”, haja vista que a terceira pessoa termina em “-êm”, embora acentuada. Perceba:
Ele tem – Eles têm
Ela vem – Elas vêm
Oxítonas:
Acentuam-se todas as oxítonas terminadas em a, e, o, seguidas ou não de “s”.
Pará, café, carijó, armazém, parabéns...
* Paroxítonas:
Acentuam-se todos os vocábulos terminados em:
-l: amável, fácil, útil...
-r: caráter, câncer...
-n: hífen, próton...
Observação: Quando grafadas no plural, não recebem acento: polens, hífens...
-x: látex, tórax...
-ps: fórceps, bíceps...
-ã(s): ímã, órfãs...
-ão(s): órgão, bênçãos...
-um(s): fórum, álbum...
-on(s): elétron, nêutron...
-i(s): táxi, júri...
-u(s): Vênus, ônus...
-ei(s): pônei, jóquei...
-ditongo oral(crescente ou decrescente), seguido ou não de “s”:
história, série, água, mágoa...
Observações importantes:
a) De acordo com a nova ortografia, os ditongos terminados em –ei e –oi, não são mais acentuados. Perceba como eram antes e como agora se grafam:
Entretanto, o acento ainda permanece nas oxítonas terminadas em –éu, -ói e éis:
chapéu – herói - fiéis...
b) Não serão mais acentuados o “i” e “u” tônicos, quando depois de ditongo formarem hiato: Note:
No entanto, o acento permanece se a palavra for oxítona e o “i” ou “u” estiverem seguidos de “s” ou no final da palavra. Confira:
Piauí – tuiuiú(s) – sauí(s)...
O mesmo acontece com o “i” e o “u” tônicos dos hiatos, não antecedidos de ditongos:
saída – saúde – juíza – saúva – ruído...
* As formas verbais que possuem o acento na raiz com o “u” tônico precedido das letras “q” e “g” e seguido de “e” ou “i” não serão mais acentuadas. Como por exemplo:
Atenção:
- Quando o verbo admitir duas pronúncias diferentes, usando “a” ou “i” tônicos, essas vogais serão acentuadas:
Exemplos:
eu águo, eles águam, eles enxáguam (a tônico); eu delínquo, eles delínquem (í tônico).
tu apazíguas, que eles apazíguem.
- Se a tônica, na pronúncia, cair sobre o u, ele não será acentuado:
Exemplos:
Eu averiguo, eu aguo.
* Não será mais usado o acento agudo para diferenciar determinados vocábulos, tais como:
Contudo, o acento permanece para diferenciar algumas palavras, representadas por:
pôde = 3ª pessoa do pretérito perfeito do indicativo (verbo poder)
pode = 3ª pessoa do presente do indicativo (verbo poder)
pôr = verbo
por = preposição
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Figuras de Pensamentos
Figuras de Pensamentos
Antítese, Apóstrofe, Eufemismo, Gradação, Ironia...
Diariamente nos deparamos com situações, em que se faz conveniente ou interessante, utilizarmos recursos para a obtenção de resultados mais convincentes, atrativos ou solidários. As figuras de pensamentos são modalidades essenciais para tais finalidades, pois é por meio dela que suavizamos uma má notícia, causamos inquietações em outrem, provocamos risos em alguns e até mesmo enfatizamos mensagens que tornam por sua vez, muito mais claras no entendimento daqueles a quem são endereçadas.
Nessa ocasião, compreenderemos cinco recursos lingüísticos que nos viabilizam métodos para despertarmos em outrem, determinadas reações que a atual situação permite. Com a intenção de fornecer ao leitor um conhecimento ainda mais profundo e eficiente, para cada figura de pensamento aqui apresentada, há exemplos extraídos de alguns estilos de época, como é o caso do Barroco e do Trovadorismo.
Antítese: É a figura mais utilizada no Barroco, estilo de época conhecido como arte do conflito, em que também há presença de paradoxos, por apresentar oposições nas idéias expressas.
“Nasce o Sol e não dura mais que um dia; Depois da Luz se segue à noite escura; Em tristes sombras morre a formosura, Em contínuas tristezas e alegria”. Inconstância das coisas do mundo! – Gregório de Mattos.
Sendo antítese, as palavras “luz e noite escura” e “tristezas e alegrias”.
Apóstrofe: É quando interrompemos uma idéia, fazendo referência a seres reais ou não. Foi muito utilizada também no já citado Barroco, mas dessa vez nos sermões do padre Antônio Vieira.
“... E será bem, supremo Senhor e Governador do universo, que às sagradas quinas de Portugal, e às armas e chagas de Cristo, sucedam as heréticas listas de Holanda, rebeldes a seu rei e a Deus?...” Trecho do Sermão pelo bom sucesso das armas de Portugal contra as da Holanda – Pe. Antônio Viera.
Sendo apóstrofe, “Supremo senhor e governador”.
Antítese, Apóstrofe, Eufemismo, Gradação, Ironia...
Diariamente nos deparamos com situações, em que se faz conveniente ou interessante, utilizarmos recursos para a obtenção de resultados mais convincentes, atrativos ou solidários. As figuras de pensamentos são modalidades essenciais para tais finalidades, pois é por meio dela que suavizamos uma má notícia, causamos inquietações em outrem, provocamos risos em alguns e até mesmo enfatizamos mensagens que tornam por sua vez, muito mais claras no entendimento daqueles a quem são endereçadas.
Nessa ocasião, compreenderemos cinco recursos lingüísticos que nos viabilizam métodos para despertarmos em outrem, determinadas reações que a atual situação permite. Com a intenção de fornecer ao leitor um conhecimento ainda mais profundo e eficiente, para cada figura de pensamento aqui apresentada, há exemplos extraídos de alguns estilos de época, como é o caso do Barroco e do Trovadorismo.
Antítese: É a figura mais utilizada no Barroco, estilo de época conhecido como arte do conflito, em que também há presença de paradoxos, por apresentar oposições nas idéias expressas.
“Nasce o Sol e não dura mais que um dia; Depois da Luz se segue à noite escura; Em tristes sombras morre a formosura, Em contínuas tristezas e alegria”. Inconstância das coisas do mundo! – Gregório de Mattos.
Sendo antítese, as palavras “luz e noite escura” e “tristezas e alegrias”.
Apóstrofe: É quando interrompemos uma idéia, fazendo referência a seres reais ou não. Foi muito utilizada também no já citado Barroco, mas dessa vez nos sermões do padre Antônio Vieira.
“... E será bem, supremo Senhor e Governador do universo, que às sagradas quinas de Portugal, e às armas e chagas de Cristo, sucedam as heréticas listas de Holanda, rebeldes a seu rei e a Deus?...” Trecho do Sermão pelo bom sucesso das armas de Portugal contra as da Holanda – Pe. Antônio Viera.
Sendo apóstrofe, “Supremo senhor e governador”.
O modo de falar do brasileiro
O modo de falar do brasileiro
Toda língua possui variações linguísticas. Elas podem ser entendidas por meio de sua história no tempo (variação histórica) e no espaço (variação regional). As variações linguísticas podem ser compreendidas a partir de três diferentes fenômenos.
1) Em sociedades complexas convivem variedades linguísticas diferentes, usadas por diferentes grupos sociais, com diferentes acessos à educação formal; note que as diferenças tendem a ser maiores na língua falada que na língua escrita;
2) Pessoas de mesmo grupo social expressam-se com falas diferentes de acordo com as diferentes situações de uso, sejam situações formais, informais ou de outro tipo;
3) Há falares específicos para grupos específicos, como profissionais de uma mesma área (médicos, policiais, profissionais de informática, metalúrgicos, alfaiates, por exemplo), jovens, grupos marginalizados e outros. São as gírias e jargões.
Assim, além do português padrão, há outras variedades de usos da língua cujos traços mais comuns podem ser evidenciados abaixo.
Uso de “r” pelo “l” em final de sílaba e nos grupo
Uso de “r” pelo “l” em final de sílaba e nos grupos consonantais: pranta/planta; broco/bloco.
Alternância de “lh” e “i”: muié/mulher; véio/velho.
Tendência a tornar paroxítonas as palavras proparoxítonas: arve/árvore; figo/fígado.
Redução dos ditongos: caxa/caixa; pexe/peixe.
Simplificação da concordância: as menina/as meninas.
Ausência de concordância verbal quando o sujeito vem depois do verbo: “Chegou” duas moças.
Uso do pronome pessoal tônico em função de objeto (e não só de sujeito): Nós pegamos “ele” na hora.
Assimilação do “ndo” em “no”( falano/falando) ou do “mb” em “m” (tamém/também).
Desnasalização das vogais postônicas: home/homem.
Redução do “e” ou “o” átonos: ovu/ovo; bebi/bebe.
Redução do “r” do infinitivo ou de substantivos em “or”: amá/amar; amô/amor.
Simplificação da conjugação verbal: eu amo, você ama, nós ama, eles ama.
Toda língua possui variações linguísticas. Elas podem ser entendidas por meio de sua história no tempo (variação histórica) e no espaço (variação regional). As variações linguísticas podem ser compreendidas a partir de três diferentes fenômenos.
1) Em sociedades complexas convivem variedades linguísticas diferentes, usadas por diferentes grupos sociais, com diferentes acessos à educação formal; note que as diferenças tendem a ser maiores na língua falada que na língua escrita;
2) Pessoas de mesmo grupo social expressam-se com falas diferentes de acordo com as diferentes situações de uso, sejam situações formais, informais ou de outro tipo;
3) Há falares específicos para grupos específicos, como profissionais de uma mesma área (médicos, policiais, profissionais de informática, metalúrgicos, alfaiates, por exemplo), jovens, grupos marginalizados e outros. São as gírias e jargões.
Assim, além do português padrão, há outras variedades de usos da língua cujos traços mais comuns podem ser evidenciados abaixo.
Uso de “r” pelo “l” em final de sílaba e nos grupo
Uso de “r” pelo “l” em final de sílaba e nos grupos consonantais: pranta/planta; broco/bloco.
Alternância de “lh” e “i”: muié/mulher; véio/velho.
Tendência a tornar paroxítonas as palavras proparoxítonas: arve/árvore; figo/fígado.
Redução dos ditongos: caxa/caixa; pexe/peixe.
Simplificação da concordância: as menina/as meninas.
Ausência de concordância verbal quando o sujeito vem depois do verbo: “Chegou” duas moças.
Uso do pronome pessoal tônico em função de objeto (e não só de sujeito): Nós pegamos “ele” na hora.
Assimilação do “ndo” em “no”( falano/falando) ou do “mb” em “m” (tamém/também).
Desnasalização das vogais postônicas: home/homem.
Redução do “e” ou “o” átonos: ovu/ovo; bebi/bebe.
Redução do “r” do infinitivo ou de substantivos em “or”: amá/amar; amô/amor.
Simplificação da conjugação verbal: eu amo, você ama, nós ama, eles ama.
terça-feira, 1 de março de 2011
Formação do feminino
Formação do feminino
Adjetivos terminados em:
1. o: troca-se o o por a.
Exemplos: lindo, linda; belo, bela; briguento, briguenta.
2. ão
a. feminino em ã.
Exemplos: anão, anã; órfão, órfã; cristão, cristã; são, sã.
Adjetivos terminados em:
1. o: troca-se o o por a.
Exemplos: lindo, linda; belo, bela; briguento, briguenta.
2. ão
a. feminino em ã.
Exemplos: anão, anã; órfão, órfã; cristão, cristã; são, sã.
b. feminino em ona.
Exemplos: valentão, valentona; turrão, turrona.
3. eu: feminino em éia.
Exemplos: pigmeu, pigméia; ateu, atéia; europeu, européia; caldeu, caldéia; plebeu, plebéia.
Exceções: judeu, judia; sandeu, sandia.
4. éu: feminino em oa.
Exemplos: ilhéu, ilhoa; tabaréu, tabaroa.
Exceções: réu, ré.
5. ú, és, or: acrescenta-se a e corta-se o acento quando presente.
Exemplos: peiú (convencido, cheio de si), peiua; nu, nua; francês, francesa; gaulês, gaulesa; sedutor, sedutora; sofredor, sofredora.
Exceções: hindu, cortês, descortês, pedrês, montês, exterior, interior, incolor, bicolor, tricolor, multicor, menor, maior, melhor, pior, superior, inferior (todos invariáveis); motor, motriz; trabalhador, trabalhadeira.
Adjetivos terminados em:
1. o: troca-se o o por a.
Exemplos: lindo, linda; belo, bela; briguento, briguenta.
2. ão
a. feminino em ã.
Exemplos: anão, anã; órfão, órfã; cristão, cristã; são, sã.
Adjetivos terminados em:
1. o: troca-se o o por a.
Exemplos: lindo, linda; belo, bela; briguento, briguenta.
2. ão
a. feminino em ã.
Exemplos: anão, anã; órfão, órfã; cristão, cristã; são, sã.
b. feminino em ona.
Exemplos: valentão, valentona; turrão, turrona.
3. eu: feminino em éia.
Exemplos: pigmeu, pigméia; ateu, atéia; europeu, européia; caldeu, caldéia; plebeu, plebéia.
Exceções: judeu, judia; sandeu, sandia.
4. éu: feminino em oa.
Exemplos: ilhéu, ilhoa; tabaréu, tabaroa.
Exceções: réu, ré.
5. ú, és, or: acrescenta-se a e corta-se o acento quando presente.
Exemplos: peiú (convencido, cheio de si), peiua; nu, nua; francês, francesa; gaulês, gaulesa; sedutor, sedutora; sofredor, sofredora.
Exceções: hindu, cortês, descortês, pedrês, montês, exterior, interior, incolor, bicolor, tricolor, multicor, menor, maior, melhor, pior, superior, inferior (todos invariáveis); motor, motriz; trabalhador, trabalhadeira.
Tipos de orações coordenadas
Tipos de orações coordenadas
• Coordenadas assindéticas: são aquelas que não estão ligadas por conjunções:
"A treva chega de repente, entra pelas janelas, vence a luz da lâmpada." (Graciliano Ramos)
• Coordenadas sindéticas: são aquelas cuja ligação se faz por meio de uma conjunção coordenativa.
Classificação das orações coordenadas sindéticas
Dependendo do tipo de relação que uma oração coordenada estabelece com outra, podemos classificá-las em:
• Coordenadas sindéticas aditivas – estabelecem uma relação de adição, de soma. Vêm introduzidas por uma conjunção coordenativa aditiva: e, nem, não só... como também, mas também e suas variações:
Sentou-se no banco da praça e ali ficou muito tempo.
Não queria dinheiro, nem pensava nisso.
• Coordenadas sindéticas adversativas – estabelecem uma relação de adversidade, de oposição, de contraste; ligam-se a outra oração por meio das conjunções coordenativas adversativas: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto:
"Os paisanos das ricas terras brigavam, mas os mercadores sempre se entendiam." (J. Simões Lopes Neto)
Pensou em todos; esqueceu-se, no entanto, de si mesmo
• Coordenadas sindéticas alternativas –
• Coordenadas sindéticas alternativas – estabelecem uma relação de alternância, de escolha, de opção; são introduzidas por uma conjunção alternativa: ou, ou... ou, já... já, ora... ora, quer... quer:
"Cochilam ou riem, ou falam ao mesmo tempo." (Machado de Assis)
Ora me sinto feliz, ora me desespero...
• Coordenadas sindéticas conclusivas – estabelecem uma relação de conclusão; ligam-se a outra oração por uma conjunção coordenativa conclusiva: portanto, por isso, por conseguinte, logo, então, pois:
Sou nova na escola, por isso não conheço ninguém.
Ele nunca tivera afeto; não conhecia, pois, beijos e abraços.
• Coordenadas sindéticas explicativas – estabelecem uma relação de explicação. As coordenadas explicativas justificam a enunciação anterior; vêm introduzidas pelas conjunções coordenativas explicativas: pois, que, porque, visto que:
Eles devem estar dormindo, pois não ouço barulho nenhum.
Não saia daqui, que eu já volto!
O que é conjunção?
Conjunção é uma classe de palavras invariáveis, isto é, não tem variação de número (singular ou plural), nem de gênero (feminino ou masculino). Sua função é unir e relacionar um elemento da frase com outro. Uma conjunção pode unir palavras, sintagmas ou grupos de palavras, orações e períodos. Quando unem duas ou mais orações, as conjunções classificam-se em conjunções coordenativas e conjunções subordinativas.
1. Conjunções coordenativas
Estabelecem relações de igualdade entre dois elementos da frase ou entre orações independentes. As orações de período composto por coordenação – orações coordenadas – são aquelas que têm o mesmo valor ou estão no mesmo nível. Há cinco grupos de orações coordenadas. Elas são determinadas pelas cinco classes de conjunções coordenativas:
- Conjunções coordenativas aditivas
Estabelecem relações de soma. As mais freqüentes são e, nem, mas também:
O homem põe e Deus dispõe.
As conjunções aditivas também podem unir outros elementos que não sejam orações, sempre que a idéia de soma esteja presente:
Pedro e Luís são amigos.
- Conjunções coordenativas alternativas
Indicam alternância, opção, escolha. As mais freqüentes são ou, ou... ou, já... já, quer... quer, ora... ora:
Você quer tomar chá ou prefere café?
As conjunções alternativas também podem unir outros elementos de mesma função na oração:
Irei à festa com Luís ou Pedro.
Conjunções coordenativas adversativas
Aparecem quando a segunda oração opõe-se à primeira. Também podem unir palavras e outros
elementos da frase. As mais freqüentes são mas, porém, contudo, todavia, entretanto:
Ele era valente; tinha, porém, muitos defeitos.
- Conjunções coordenativas conclusivas
Indicam conclusão. As mais freqüentes são portanto, logo, por isso, então:
O sol nasceu forte, portanto o dia será quente.
- Conjunções coordenativas explicativas
Usadas quando a segunda oração explica a primeira. Essas orações unem-se pelas conjunções
que, porque, porquanto e pois (anteposto a verbo):
Esse filme deve ser bom, porque ganhou tantos prêmios!
• Coordenadas assindéticas: são aquelas que não estão ligadas por conjunções:
"A treva chega de repente, entra pelas janelas, vence a luz da lâmpada." (Graciliano Ramos)
• Coordenadas sindéticas: são aquelas cuja ligação se faz por meio de uma conjunção coordenativa.
Classificação das orações coordenadas sindéticas
Dependendo do tipo de relação que uma oração coordenada estabelece com outra, podemos classificá-las em:
• Coordenadas sindéticas aditivas – estabelecem uma relação de adição, de soma. Vêm introduzidas por uma conjunção coordenativa aditiva: e, nem, não só... como também, mas também e suas variações:
Sentou-se no banco da praça e ali ficou muito tempo.
Não queria dinheiro, nem pensava nisso.
• Coordenadas sindéticas adversativas – estabelecem uma relação de adversidade, de oposição, de contraste; ligam-se a outra oração por meio das conjunções coordenativas adversativas: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto:
"Os paisanos das ricas terras brigavam, mas os mercadores sempre se entendiam." (J. Simões Lopes Neto)
Pensou em todos; esqueceu-se, no entanto, de si mesmo
• Coordenadas sindéticas alternativas –
• Coordenadas sindéticas alternativas – estabelecem uma relação de alternância, de escolha, de opção; são introduzidas por uma conjunção alternativa: ou, ou... ou, já... já, ora... ora, quer... quer:
"Cochilam ou riem, ou falam ao mesmo tempo." (Machado de Assis)
Ora me sinto feliz, ora me desespero...
• Coordenadas sindéticas conclusivas – estabelecem uma relação de conclusão; ligam-se a outra oração por uma conjunção coordenativa conclusiva: portanto, por isso, por conseguinte, logo, então, pois:
Sou nova na escola, por isso não conheço ninguém.
Ele nunca tivera afeto; não conhecia, pois, beijos e abraços.
• Coordenadas sindéticas explicativas – estabelecem uma relação de explicação. As coordenadas explicativas justificam a enunciação anterior; vêm introduzidas pelas conjunções coordenativas explicativas: pois, que, porque, visto que:
Eles devem estar dormindo, pois não ouço barulho nenhum.
Não saia daqui, que eu já volto!
O que é conjunção?
Conjunção é uma classe de palavras invariáveis, isto é, não tem variação de número (singular ou plural), nem de gênero (feminino ou masculino). Sua função é unir e relacionar um elemento da frase com outro. Uma conjunção pode unir palavras, sintagmas ou grupos de palavras, orações e períodos. Quando unem duas ou mais orações, as conjunções classificam-se em conjunções coordenativas e conjunções subordinativas.
1. Conjunções coordenativas
Estabelecem relações de igualdade entre dois elementos da frase ou entre orações independentes. As orações de período composto por coordenação – orações coordenadas – são aquelas que têm o mesmo valor ou estão no mesmo nível. Há cinco grupos de orações coordenadas. Elas são determinadas pelas cinco classes de conjunções coordenativas:
- Conjunções coordenativas aditivas
Estabelecem relações de soma. As mais freqüentes são e, nem, mas também:
O homem põe e Deus dispõe.
As conjunções aditivas também podem unir outros elementos que não sejam orações, sempre que a idéia de soma esteja presente:
Pedro e Luís são amigos.
- Conjunções coordenativas alternativas
Indicam alternância, opção, escolha. As mais freqüentes são ou, ou... ou, já... já, quer... quer, ora... ora:
Você quer tomar chá ou prefere café?
As conjunções alternativas também podem unir outros elementos de mesma função na oração:
Irei à festa com Luís ou Pedro.
Conjunções coordenativas adversativas
Aparecem quando a segunda oração opõe-se à primeira. Também podem unir palavras e outros
elementos da frase. As mais freqüentes são mas, porém, contudo, todavia, entretanto:
Ele era valente; tinha, porém, muitos defeitos.
- Conjunções coordenativas conclusivas
Indicam conclusão. As mais freqüentes são portanto, logo, por isso, então:
O sol nasceu forte, portanto o dia será quente.
- Conjunções coordenativas explicativas
Usadas quando a segunda oração explica a primeira. Essas orações unem-se pelas conjunções
que, porque, porquanto e pois (anteposto a verbo):
Esse filme deve ser bom, porque ganhou tantos prêmios!
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